quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Eu sei que faz tempo que não escrevo no Blog.
Também sei que toda vez me desculpo e volto a ficar distante
Mas a correria do dia a dia infelizmente acaba nos colocando longe das proposições que fazemos durante o trajeto, não é mesmo?
Entretanto acredito que pelo simples fato de reconhecer já nos coloca de volta no caminho.

Então... Hoje é dia 15 de Dezembro –
E como dezembro é um mês inspirador resolvi falar sobre Felicidade!

Hoje me deparei pensando sobre esse sentimento
Sentimento, Palavra, estado,
Algo que procuramos durante a vida toda...
Para muitos ela é vista como meta - objetivo ou razão de vida
Mas com as adversidades que vão pintando no caminho
Essa palavrinha fica distante do nosso grosseiro vocabulário
Ao analisar essa situação percebo que a felicidade pode ser encontrada por todos...
Tudo depende do ponto de observação, do que conseguimos ver, sentir e reconhecer
Aqui vai um exemplo simples, mas que pode ser levado para o complexo
A ação de beber água é tão natural que não percebemos que isso nos faz mais ou menos feliz.
Afinal beber água é tão comum que nem nos tocamos se isso é necessidade premente ou urgente. Mas quando essa simples ação é retirada dos nossos hábitos podemos até sentir um pouco infelizes.
E os exemplos não se restringem ao copo d´água pois também temos a necessidade de respirar, movimentar, falar, ouvir, sentir, ver, entre tantas outras necessidades.
Falando assim... Podemos considerar que pelo simples fato de estarmos VIVOS já seria motivo para se sentir FELIZ!
Que Pena que a gente não reconhece isso todos os dias.
Estamos sempre apressados e ansiosos pela busca do sonho dourado.  
Deixando as necessidades que nem são de 1ª, 2ª, ou 3ª em primeiro lugar - assim colocamos o item 402ª no topo da lista ou seria vida?
Paciência...neh –
A Felicidade até procura estar em todos os lugares.
Mas a gente insiste em manter os óculos escuros.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um esboço de realidade


As experiências existem para ser vividas, revividas ou esquecidas?
Abre ciclo, fecha ciclo, meio círculo....
Tanta coisa que separa,
E o que será que une?

Ilusão era o que eu acreditava,
Agora tento procurar a REALIDADE...
Triste, vil ou sutil, não importa,
Desde que ela seja REAL...

Mas o REAL ainda é relativo,
Às pessoas, ao tempo, às dimensões;
Aos lados, ângulos, religiões,
São muitos caminhos sem direções;

É preciso ver a flor;
Respirar o ar, 
Abrir os olhos;
Simples, REAL e natural !


segunda-feira, 14 de março de 2011

Peixe fora d´água

Acho que meu carnaval não foi um dos melhores - foi diferente,
Não que o carnaval não seja uma festa alegre, solta e feliz!
Mas é que às vezes tentamos retomar estados que infelizmente não se faz mais presente
É como:
Tentar sambar num ritmo que não ginga;
Tentar cantar uma música que não toca;
Tentar beber uma bebida que não desce;
E nessas horas saímos correndo para o castelo ou para algo que nos remeta a sensação de segurança e conforto.
Mas depois de refletir, analisar e se situar:
Percebemos que estamos diferentes, ou pelo menos sentimos que estamos;
“Bom” ou “ruim”? – Não deixa de ser relativo e circunstancial. Já que um dia “o diferente” é sinônimo de originalidade e espontaneidade, e no outro te leva à sensação de exclusão total.
Excluído ou incluído você acaba se perguntando qual vai ser o final?
E depois de justificativas e desculpas a “satisfação” vem como prêmio dessa experiência...
É contraditório, mas existe a satisfação por ter revivido a cena, com cenários, personagens e vestimentas parecidos de outrora, porém o enredo e o protagonista não eram mais os mesmos.


sábado, 15 de janeiro de 2011

A busca pela balada perfeita

São nove horas da noite, ela abre o guarda roupa numa busca ininterrupta ao traje perfeito para a balada que acontecerá logo mais.

Após inúmeros palpites, cabides e roupas espalhadas pela cama ela decide por um “look” descolado.

Com o figurino selecionado, ainda há preliminares para escolha de acessórios, perfumes e sapatos.

Cintos, brincos, saltos e uma complexidade de pormenores vão tomando o tempo e se esgotando em possibilidades de combinação.

Com a indumentária posta ela segue ansiosa para o segundo “round”.

Cores, pincéis, texturas, pigmentos e glitters pintam uma ideia de Afrodite.

E assim a “bela” sai à procura de luzes e fumaça.

Música alta, luminosidade baixa e possibilidades de uma boa conversa “zero”.

Quando a aproximação acontece às palavras vão sendo proferidas quase que em monossílabas e a percepção visual é ligada na tomada de 220 vts.

A música toca e o melhor a fazer é deixar o corpo se movimentar no balanço da batida.

Biritas, risadas e olhares se mostram presentes na madrugada.

Nessa hora o traje de princesa se amarrota e o colorido do rosto vai se esgotando no ritmo do passo.

Beijos, afagos, até rolam, mas tão superficiais como os diálogos anteriores.

As luzes se acendem e a música pára sinal visível de “voltar para casa”.

Celulares, MSN, e rede sociais anotados, a despedida camufla a “satisfação pela boa caçada”.

Estacionamento, semáforos, garagem e casa.

A saga termina com direito a muito sono, sonhos e uma bela ressaca!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Metamorfose ambulante

Passamos por vários estágios: embrião,  feto, bebê, criança, adolescente, adulto e idoso. Em cada passagem uma característica vigente, em cada momento um novo aprendizado.
Existem mudanças estéticas como cor e comprimento do cabelo, medida da silhueta ou numeração de calçado.
Mas essas reviravoltas não se fixam apenas em fachadas; já que ideias, conceitos e opiniões também acompanham os "rituais de passagem".
A metamorfose ambulante segue ora como oposto ora reflexo de imagens pré-estabelecidas.
Mudanças intrínsecas se alojam no comportamento fazendo alusão a respiração, seguindo o "ritmo de expiração e inspiração", mudando como o processo semi-automático.
"A velha opinião formada sobre tudo" dá espaço para opiniões não formadas, opiniões desprendidas, não-opiniões e até mesmo o SILÊNCIO.
Como o embrião desenvolve e se torna feto, o preconceito pode se transformar em um "novo conceito".
Nessa lógica não são apenas fotos que ficam obsoletas ou discursos ficam demodê.  
A evolução da história e dos fatos tem esfregado em nossos rostos que antigas VERDADES nada mais são do que atuais MENTIRAS.
Se aparência MUDA com o passar do tempo - opiniões, ações e atuações podem seguir o exemplo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ILUSÃO DE CONTROLE


O ser humano gosta de sentir que tem controle das coisas. Isso deve acontecer porque a sensação de segurança nos remota certo “conforto”.
Gostamos de ficar na “zona de conforto”, pois assim não precisamos pensar - arriscar e mudar.
É cômodo e não exige esforço.
O homem segue sua trajetória colocando grades nas janelas, trancas nas portas, alarmes; uma parafernália para lhe causar a doce ilusão de proteção.  
Mas proteger do que ou de quem?
Das catástrofes naturais que nada mais são que consequências da desenfreada modernização, ou dos ladrões, fruto do capitalismo selvagem a qual compactuamos inquestionavelmente.
Somos cada vez mais prisioneiros: da matéria, do sistema, de vontades e das paixões. Achamos que controlamos nossas vidas, mas esse pressuposto é virtual.
Não temos voz para dizer o que pensamos e forças para acionar o que queremos. Preferimos ser marionetes de terceiros do quer ser nós mesmos.
Acomodamos-nos numa “vida” dita como “social”, mas que não se preocupa com a sociedade.
Não temos capacidade ou coragem de mudar o processo. De tirar as trancas e abrir as janelas para a luz penetrar.
Preferimos ficar a espera dos acontecimentos a modificar nosso próprio destino.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Depois de tanto tempo inativo ...
Resolvi voltar a escrever meu blog
No início pensei em fazer outro blog, com novo endereço, mas depois pensei...
Uma vez começado ....
Seria mais interessante reformular o que já tenho com outras perspectivas, novos caminhos e ideias do que começar totalmente do zero.
E seguindo o pensamento de reformular blog tive um insight de começar meu blog, ou melhor, recomeçar meu blog com o tema “REFORMULAR”!
Quando reformulamos algo passamos do pressuposto de que algo feito anteriormente não era satisfatório. E ao reformular, damos a oportunidade de aperfeiçoar o que já existia.
Podemos reformular atitudes, sonhos, pensamentos, posturas e até mesmo a nossa VIDA!
É bom dizer que facilita muito ter um ponto de partida, por onde começar, por onde planejar, etc.
Ter foco também é importante caso contrário às ideias ficam “embaralhadas” e o que era para ser melhorado se torna apenas esboço e papel picado.
Reformular não é uma atitude fácil -  vai exigir tempo, paciência e compreensão.
Mas todo trabalho tem a sua recompensa e reformulação poderá trazer benefícios como interiorização dos pensamentos, exteriorização das novas atitudes e mais vontade de se aperfeiçoar.
Essa experiência no mínimo nos retomará um grande aprendizado.
Pense nisso!